FRANCISCA, n. Mariana ( Sé, 2º ,42) b. 18/04/1724
• Lugar de nascimento (Mariana) confirmado no batismo da neta Firmiana. No batismo do filho Antonio: natural do Ribeyrão do Carmo Bispado de Minas. No batismo da filha Maria: natural das Minas do Ribeirão do Carmo. Madrinha com o marido num batismo (Rozalia Teixeira Brazil das Neves) em 02 de novembro de 1760 em Rio Grande.
Francisca Fagundes de Oliveira nasceu em 1724 em Mariana, MG, Brasil. Ela casou-se com Antonio Muniz Leite.
Other Last Name: Fagundes De Olivera
Encontramos: “ano de 1717, na Freguesia de São Sebastião, Vila do Carmo (hoje, Mariana, MG)” Marriage(s): Spouse: Antonio Muniz Leite Disc #11 Pin #375681
Submitter: Eduardo Luiz Vianna RAUPP Av. Dr. Guilherme Dumont Villares 1136 bl 5 apt 64 S
22Sobre os Fagundes:, 1 Ana de Medeiros (Mariana-MG, c.1741), pais, 2 Antonio Moniz Leite (Fenais da Ajuda, ilha de S.Miguel, c.1710), 3 Francisca Fagundes de Oliveira (Ribeirao do Carmo, Mariana-MG, , 1724)
Pagina de Joao:
FRANCISCA FAGUNDES DE OLIVEIRA, nascida em Mariana-MG, 1724, casada com Antonio Moniz Leite, natural de Fenais da Ajuda2, filho de Antonio Leite Vieira, natural do mesmo lugar, e Anastácia de Medeiros, natural de Achadinha5. Pais de:
17 Maria Teresa Fagundes de Oliveira
17 Ana de Medeiros, ver § 2
17 Manuel Moniz Fagundes, ver § 3
17 Vicente Moniz Leite
17 Jerônimo Moniz Leite, ver § 4
17 Josefa Maria de Jesus, ver § 7
17 Pedro Fagundes de Oliveira
17 Francisca Clara dos Anjos
17 Helena Maria de Jesus, ver § 8
17 Antônio
17 João
17 José Francisco Moniz Fagundes
Segundo H.O.Wiederspahn em " A Colonizacão Açoriana no Rio Grande do Sul" edição. 1979 / pg. 93) :
Em 1763, por ocasião da invasão do Continente , foram levados, perfazendo um total aproximado de 300 pessoas, como prisioneiros dos castelhanos, para as proximidades de Maldonado, Maldonado Chico ou São Carlos, numa homenagem ao rei de Espanha, Carlos lll.
La permaneceram por treze anos até que os castelhanos, em 1776, foram expulsos do Rio Grande. Esta permanência forçada e que levou os filhos do casal a passarem a assinar: Lucas de Oliveira, como os castelhanos, primeiro o sobrenome paterno e depois o materno. Na ficha de Isabel e de Manoel constam os nomes de todos os nove filhos que tiveram, lá e cá.
Na "Sinópse da História do Rio Grande: 1737/1822, de Edgar Braga da Fontoura, Edit. da FURG/1985", pag. 95, lê-se:
A 12 de maio (1763) fez D. Pedro de Ceballos, com triunfal aparato, sua entrada na vila. Os poucos habitantes desta, que ai ficaram, e outros encontrados dispersos pela campanha, foram tratados duramente pelo invasor, sendo remetidos prisioneiros para o sítio de Maldonado-Chico, dando origem ao povoado de S. Carlos, denominação que lhe deu Ceballos em honra do rei de Castella".
E adiante, pag. 100: "Treze anos esteve a vila do Rio Grande de S.Pedro em poder dos espanhois...nova sede do governo, na capela de Viamão, até 1773, e daí em diante no Porto dos Casais, com a nova denominação de Porto Alegre.
Ver aqui mismo su testamento - inventario, dado en Porto Alegre a 20 Diciembre de 1813
http://www.martin.romano.org/MendezMuniz/Inventario.htm“Em Nome da Santicima Trindade Padre Filho Espirito Santo tres Pessoas distintas e hum so Deos verdadeiro Eu Donna Francisca Fagundes de Oliveira estando em meu Juizo perfeito faço meu solene testamento na forma e maneira seguinte
= Primeira mente declaro que sou natural da Cidade de Marianna Capitania de Minas Geraes filha legitima de Sebastiam Fagundes Varella e de Donna Clara dos Anjos já falecidos e por haver recebido daquelles dittos meus Pays todos os Dogmas para crer nos misterios da Encarnaçam de Nosso Senhor Jezus Christo e sua morte e Payxam por isso em tudo creio como verdadeiro e fiel christam para esperar a Salvaçam de minha alma quando deste mundo for, visto acharme doente de molestia que Deos Noso Senhor foi servido darme e não podendo saber o que Deus fora servido fazer de mim
= Declaro que foi cazada a face da Igreja com Antonio Munis Leito com quem vivi durante o tempo do nosso consorcio sem o menor desgosto e tivemos dez filhos a saber
= Anna, Helena ja falecidas das quaes ficaram filhos, Jeronimo, Manoel, Vicente, Maria, Josefa, Pedro, Francisca e Jose aos ques constituo por meus legitimos herdeiros”
Antonio Muniz e D. Francisca moraram em Marapicu no Estado do Rio de Janeiro até o ano de 1750 quando vieram residir na Vila de Rio Grande onde ficaram até 1763 quando da invasão espanhola. Fugiram todos para Viamão e Porto Alegre onde D. Francisca, que estava grávida, deu à luz aos 40 anos ao 13º e último filho José Francisco.
ÓBITO DE FRANCISCA FAGUNDES DE OLIVEIRA
D. Franca
Fagundes de
Oliveira
Aos dezoito dias do mes de Junho de mil oito centos e quinze annos nesta Villa de Porto Alegre falesceu de molestia do peito, com todos os Sacramentos, Francisca Fagundes de Oliveira, viuva de Antonio Muniz Leyte, filha legitima de Sebastiam Fagundes Varella e de Dona Clara dos Anjos, natural da cidade de Mariana Capitania de Minas Geraes, de idade de noventa annos, pouco mais ou menos: fez Testamento e ficou por seu Testamenteiro João Luiz Rodriguez: foi encomendada por mim e sepultada no cemiterio. E para constar fiz este assento. Vig. José Ignacio dos Santos Pereira.Fonte: Arquivo da Curia Metropolitana de Porto Alegre, Livro Óbitos Catedral 3, 40v.
Obs: O testamenteiro, Joao Luiz Rodrigues, era marido de Anna Mauricia, neta de Francisca. Joao Luiz e Anna Mauricia sao os meus tataravos. Quando morreu, Francisca morava na casa deles.
Marta Pedreira Ghezzi, Mayo 2007